No seu coração
Olho, da janela do meu quarto,
a chuva caindo lenta no jardim .
Vejo as gotas pequeninas acariciando as folhas
e as pétalas das flores estremecendo.
Faz frio lá fora. O vento ausentou-se.
Sua ausência, acredito, faz o ar gelar.
Meu corpo estremece nesta sensação de ausência.
Meu corpo estremece nesta sensação de ausência.
Desejo então seus braços aconchegando,
sua respiração suave e morna aquecendo-me.
Desejo ir me enroscando e encolhendo
Desejo ir me enroscando e encolhendo
até caber em seu coração.
Despertar como criança, correndo e brincando entre ventrículos e aurículos;
deslizar pelas artérias como se fossem corrimões de escadas vibrantes;
fazer roda de mãos dadas com todas as alegrias;
descobrir seus desejos mais secretos;
fazer roda de mãos dadas com todas as alegrias;
descobrir seus desejos mais secretos;
espalhar as recordações, rasgando as amareladas pelo tempo.
Como uma bruxinha travessa
libertar os sonhos para que voem como pássaros
Por fim, entre as teias de minúsculos vasos,
desnudar-me lentamente ao som das batidas de sua emoção
e adormecer num coração apaziguado.
e adormecer num coração apaziguado.
Luiza Drubi
Educadora e Poetisa
Não moro em Juazeiro mas leio sempre este blog
ResponderExcluirNão sei se vc é nova ou idosa, casada ou solteira,
branca ou negra, bonita ou feia, sei que vc é uma
grande poeta e curte uma grande paixão-- não é verdade?
Olá amigo anônimo!
ResponderExcluirDizia nosso grande "poetinha" que "o poeta só é grande se sofrer". O que mais faz o homem sofrer que uma grande paixão, não é verdade?
Mas, não sou poeta amigo. Apenas uma mulher sensível que desabafa colocando os sentimentos numa folha de papel.
Obrigada pelo elogio e seus comentários.