sexta-feira, 5 de agosto de 2016

1ª OLIMPÍADA NA AMÉRICA DO SUL

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Olimpíada ocorre em País dividido e em crise 'sem precedentes', afirma COI


Jamil Chade

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, disse nesta segunda-feira em discurso de abertura do congresso do COI, que oficialmente abre os Jogos Olímpicos, que o Brasil passa por uma crise "política e econômica sem precedentes". Segundo ele, essa situação "extraordinária" transformou a preparação do evento em tarefa "desafiadora".

O discurso foi feito diante do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e do representante do presidente em exercício, Michel Temer, o ministro do Esporte, Leonardo Picciani. A festa reuniu a cúpula do esporte mundial e contou com show das cantoras Céu e Daniela Mercury.

Bach disse que o evento veio para transformar a cidade em um momento "que o País está politicamente, economicamente e socialmente dividido. A transformação do Rio é histórica", afirmou. "Se lembrarmos o que todos tivemos que superar, seremos capazes de apreciar os esforços sem paralelos de nossos amigos brasileiros", disse.
Para Bach, a crise coloca em "perspectiva" o que os organizadores conseguiram realizar. "Essa tem sido uma viagem longa e que testou a todos: os acionistas do movimento olímpico, nossos amigos brasileiros e o COI. Não é um exagero dizer que os brasileiros têm vivido tempos extraordinários."

Para ele, "a primeira Olimpíada na América do Sul" está pronta. "Os cariocas estão prontos, os brasileiros estão prontos, as instalações estão prontas e os atletas também", disse.

Bach diz que, para ele, o Rio não seria o mesmo hoje sem os Jogos como um "catalisador". "A história vai falar do Rio antes e depois dos Jogos", insistiu. Na visão do alemão, as "circunstâncias extraordinárias" em que vive o Brasil fez o trabalho em equipe ainda mais importante e elogiou como as crises, como a que aconteceu na Vila Olímpica, foram resolvidas com "a cooperação de todos".

Em seu discurso, Bach elogiou o presidente do Comitê Organizador Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, e Eduardo Paes, além de afirmar que os sete anos de preparação tiveram um impacto social e econômico para a cidade carioca. "Desde que o Rio foi escolhido para sede, o PIB per capta aumentou em 30% e foi a população mais pobre que mais ganhou", disse.
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Fonte: A Tarde

Colaboração: Eunice Costa

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