Verão
O verão voltou e um pernilongo resolveu me atacar:
- Entrou sorrateiramente pelas frestas da minha janela,
pouco se importando com meu vasinho de citronela.
e sugou o meu sangue que deve ser doce para danar,
Também, um novo amor resolveu agora me molestar:
- Entrou em meu peito, arrebentando tranca e tramela
e fez nele morada permanente para uma linda donzela,
sem que eu sequer pudesse d'alguma forma contestar.
.
No caso do pernilongo, eu sei qual solução irei tomar:
- Vou vedar todas entradas, usando uma finíssima tela.
Já no caso do amor, não sei nem por onde começar,
pois um amor assim, eu sei, costuma deixar sequela;
e isto obriga-me a pensar como agir para não errar,
visto que, este amor tem, sim, um nome: - Gabriela.
- Entrou sorrateiramente pelas frestas da minha janela,
pouco se importando com meu vasinho de citronela.
e sugou o meu sangue que deve ser doce para danar,
Também, um novo amor resolveu agora me molestar:
- Entrou em meu peito, arrebentando tranca e tramela
e fez nele morada permanente para uma linda donzela,
sem que eu sequer pudesse d'alguma forma contestar.
.
No caso do pernilongo, eu sei qual solução irei tomar:
- Vou vedar todas entradas, usando uma finíssima tela.
Já no caso do amor, não sei nem por onde começar,
pois um amor assim, eu sei, costuma deixar sequela;
e isto obriga-me a pensar como agir para não errar,
visto que, este amor tem, sim, um nome: - Gabriela.
Ary Viotti
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