Saiba como ser um doador de medula óssea para transplante
A estudante Maria Clara Gomes foi dormir ansiosa na noite de 26 de junho deste ano. No dia seguinte, comemoraria os seus 18 anos. A ansiedade, no entanto, não era por conta do aniversário ou da tão sonhada maioridade. Mas porque poderia, enfim, realizar um desejo que mantinha desde os 16 anos: se cadastrar como doadora de medula óssea.
Este foi, inclusive, o seu primeiro compromisso na manhã do dia do seu aniversário. Em meio às ligações e mensagens de amigos e familiares, Clara dedicou um pouco do seu tempo para colher uma amostra de sangue e fazer o seu cadastramento no Hemoba.
"Agora é torcer para que algumas dessas pessoas que estão na fila de espera por um transplante de medula sejam compatíveis geneticamente comigo", diz, com a mesma ansiedade, mas, agora, por uma outra razão.
O coordenador do Serviço de Oncohematologia e Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas, Marco Aurélio Salvino, explica que o paciente recebe a medula sadia do doador como se fosse uma transfusão de sangue: "Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras que, uma vez na corrente sanguínea do receptor, circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem".
Esperança
Considerando os demais tipos de transplantes - córnea (1.207), rim (980) e fígado (91) -, o de medula óssea é o que tem o menor número de pessoas na fila de espera (64) do estado. O Brasil é, inclusive, o terceiro maior banco de medula óssea do mundo, com 3,5 milhões de doadores de sangue cadastrados.
O país fica atrás apenas dos Estados Unidos (com quase 7 milhões de doadores) e da Alemanha (com 5 milhões de doadores), segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Fonte: A Tarde
Colaboração: Eunice Costa
Quanta grandeza desta jovem . Nem tudo está perdido
ResponderExcluirParabéns pelo texto
Obrigada. Queremos sempre dar boas notícias para os nossos leitores.
Excluir