AS LAVADEIRAS DO AMAZONAS
Lembro das cantigas acompanhando aquelas mãos
A prancha de cedro, o porrete e a criançada por perto
Beira de rio, canta Maria! Essa moda acalma o coração
O garoto brinca com a água, mas o seu destino é incerto
Olha! O barquinho fazendo aquele banzeiro de repente
Lá de longe alguém acena, ela só olha e continua a lida
O sol queima a pele morena, mas ela finge que não sente
Muitas roupas ainda há de lavar durante toda sua vida
José foi pro puxirum fez um gancho e amolou o terçado
Ó! Maria queria eu saber seu grande sonho e ansiedade
Seu presente e futuro são eternas rotinas do passado
Mas no caminho do porto ela colhe flores de felicidade
Ah! Meu coração interiorano tudo em ti está eternizado
Esse escravo-urbano de suas origens sente saudade
Fábio Ribbeiro
"DAR DE SI ANTES DE PENSAR EM SI " SEJA A INSPIRAÇÃO FRANCISCO JOSÉ PALMEIRA CELESTINO Presidente 2018/2019
sábado, 18 de julho de 2015
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