segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

SALÁRIO MÍNIMO

Reajuste do mínimo é colocado em xeque
Política de ganhos reais tirou milhões da pobreza, mas pressão sobre o setor público limita novos aumentos

Brasília – A política de valorização do salário mínimo, que durante os últimos 12 anos serviu de âncora para o crescimento econômico do país, chegou ao  limite. Se, por um lado, os reajustes acima da inflação ajudaram a tirar milhões da pobreza, por outro, a ampliação dos ganhos dos trabalhadores provocou uma pressão quase insustentável no orçamento do principal empregador do país: o setor público.  Em 2015, um novo projeto terá de ser enviado ao Congresso para fixar a fórmula de reajuste até 2019. A continuidade da valorização do mínimo é o tema da quinta reportagem da série Desafios de 2014, do Estado de Minas.

A política de reajuste do salário mínimo, mais do que programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família, foi importante para a mobilidade social no Brasil. Cidades inteiras, espalhadas pelo país, são sustentadas pela renda de aposentados que ganham apenas o piso, que, desde 2002, aumentou 262%. Esses ganhos ajudaram a levar 40 milhões de brasileiros à classe média, um importante combustível para o crescimento. “Essa política é uma via de mão dupla, porque garante uma ajuda extra ao crescimento do país e também promove justiça econômica, uma vez que os reajustes ajudam a recompor o poder de compra dos salários já deteriorados pela inflação”, observa José Matias-Pereira, professor de administração pública da Universidade de Brasília (UnB).
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Deco Bancillon - Correio Braziliense
Fonte: uai.com.br  (MG)
Colaboração: Eunice Costa


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