Na fogueira das coisas que vivi
deixo-me queimar, envolver
pelas chamas azuis da saudade
e danço com elas ao sabor
de seus estalos de dor
Na fogueira que faço
renasço das labaredas,
refaço os sonhos,
soprando e modelando
como bolhas de cristal
Nas labaredas que me devoram
desfaço-me no desejo
e me reconstruo continuamente
como meu próprio artesão,
de cinza, fogo e brasa
Ignoro o tempo.
deixo-me queimar, envolver
pelas chamas azuis da saudade
e danço com elas ao sabor
de seus estalos de dor
Na fogueira que faço
renasço das labaredas,
refaço os sonhos,
soprando e modelando
como bolhas de cristal
Nas labaredas que me devoram
desfaço-me no desejo
e me reconstruo continuamente
como meu próprio artesão,
de cinza, fogo e brasa
Ignoro o tempo.
Deixo-me resgatar pelo vento
acima das chamas azuis,
renascida de fogo e luz
para os braços da canção
acima das chamas azuis,
renascida de fogo e luz
para os braços da canção
Luiza Drubi
Educadora e Poetisa
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