Sem bancos no interior, baianos se viram pegando carona e colocando dinheiro no sutiã
Jordan Dafné ()
Os frequentes assaltos a bancos nas cidades do interior do estado estão exigindo da população estratégias dignas de agentes secretos para garantir a verba em segurança. Viajar de uma cidade para a outra com grandes quantias em dinheiro, devido aos bancos fechados nos locais onde residem, ou espalhar as notas pelo corpo, para ninguém notar o “malote”, são alguns dos desafios enfrentados pelos moradores, para cumprir essa missão quase impossível que tem sido receber o salário e pagar as contas na própria cidade.
Das 18 agências assaltadas este ano nos municípios baianos, cinco permanecem fechadas e duas estão funcionando parcialmente. A cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, é a que mais aparece na lista do Sindicato dos Bancários, que faz o levantamento das ocorrências nos municípios do estado - elas já totalizam 19 este ano (a cidade sofreu com dois ataques no mesmo dia, três no total).
Foram duas explosões de agências em dias seguidos e uma tentativa de explosão. Três caixas eletrônicos foram danificados. Com isso, a comunidade vem sofrendo com a ausência do Banco do Brasil e do Bradesco, os mais procurados, de acordo com os moradores
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Internet banking
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) orienta que nas cidades sem banco a população utilize os serviços de internet banking que servem para pagamentos, transferências, consultas de saldo, cancelamento de débito automático e empréstimos. Para saques, os moradores devem se deslocar para os postos credenciados ou buscar agências e caixas eletrônicos nas proximidades até que as unidades destruídas sejam reformadas.
Fonte:correio24horas.com.br
Colaboração: Eunice Costa
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