Não posso negar
Na memória me volta, rude e franca,
Quando lágrimas verte este soneto,
As palavras cruéis de um tal dueto
E a referência a um Barbabianca!
Eu não posso negar, a voz estanca,
O martírio cruel que eu me arremeto,
Não mentir pra vocês me comprometo,
Pois comigo a verdade nunca manca;
Se coragem lhe falta nesse instante,
Desse amor confessar,assim por diante,
Culpa minha não é se ela fraqueja,
Sei que é dele a harmonia do seu canto,
Comigo não saiu dos "entretanto",
Da incerteza do "ora assim seja"!
Na memória me volta, rude e franca,
Quando lágrimas verte este soneto,
As palavras cruéis de um tal dueto
E a referência a um Barbabianca!
Eu não posso negar, a voz estanca,
O martírio cruel que eu me arremeto,
Não mentir pra vocês me comprometo,
Pois comigo a verdade nunca manca;
Se coragem lhe falta nesse instante,
Desse amor confessar,assim por diante,
Culpa minha não é se ela fraqueja,
Sei que é dele a harmonia do seu canto,
Comigo não saiu dos "entretanto",
Da incerteza do "ora assim seja"!
RIOMAR MELO
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