quinta-feira, 19 de novembro de 2015

GERAÇÃO Y

Estudo realizado entre 2010 e 2013 avalia a saúde de diferentes grupos

A chamada “geração Y”, que compreende as pessoas com idades entre 24 e 37 anos, é a mais estressada de todas, seguida pela Z, de até 23 anos. A análise é do 5º Estudo Saúde Ativa, da SulAmérica, que avaliou a saúde de uma população distribuída em 262 empresas em 13 capitais do país entre 2010 e 2013. 
“A geração Y já nasceu estressada. Hoje, são eles que estão no dia a dia das empresas, recebendo toda a carga de pressão", afirmou o médico Gentil Alves, um dos responsáveis pela pesquisa, durante o evento de lançamento do estudo, em São Paulo.  
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Considerados “a geração do milênio”, os Y são tidos como individualistas e muito competitivos. De acordo com a pesquisa, as pessoas dessa faixa etária se tornam mais estressadas por causa da pressão para alcançar o sucesso e manter a estabilidade em casa e nos relacionamentos.
Além disso, mais de 12% da geração Y afirmaram atuar no mercado financeiro, setor que vive em constante tensão. Essa faixa etária reúne os mais altos níveis de classificação de estresse (moderado e alto), com 37,1%.  
O estresse dos Y também foi tema de uma pesquisa da Associação Americana de Psicologia (APA).  Dados da entidade revelam que as causas para os níveis de estresse são trabalho (76%), dinheiro(63%) e  relações pessoais (56%).
A geração Z não fica muito para trás e apresenta o índice de 35,9% de classificação de estresse, segundo o Estudo Saúde Ativa. A explicação é que os jovens dessa idade estão na fase pré-vestibular, que costuma ser desgastante para os estudantes. 
“Não esperávamos que uma geração tão jovem apresentasse índices de estresse tão elevados, mas isso também pode ser explicado porque essa é justamente a geração multitarefas, que faz tudo ao mesmo tempo. Geralmente é também quando acontece a entrada no mercado de trabalho e nos relacionamentos mais sérios”, afirmou Alves.
Apesar dos altos níveis de estresse, os dois grupos são os que menos tiveram contato com o cigarro, diferente das gerações X (de 38 a 49 anos) e dos Baby Boomers (de 50 a 68 anos). 86% dos Z e 78% dos Y nunca fumaram. 
“A facilidade no acesso à informação das gerações mais jovens tem contribuído para o aumento da consciência em relação a temas importantes como a redução no consumo de cigarro, por exemplo",  explicou o médico.
Fonte: ig.com.br
Colaboração: Eunice Costa

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