Uma vantagem da proximidade genética entre porcos e humanos é que os suínos têm o potencial de serem bons doadores de órgãos. Mas, como tudo na ciência, não é uma mera questão de tirar um coração de um porco e colocar em uma pessoa.
Algumas complicações se põem no caminho de transplantes bem-sucedidos. A boa notícia, no entanto, é que os cientistas fizeram grandes avanços para ultrapassá-las.
Um dos maiores problemas é a possibilidade de retrovírus endógenos suínos (chamados PERVs) serem reativados dentro do humano receptor do órgão.
Agora, graças ao recente trabalho de George Church e seu laboratório na Universidade de Harvard, nos EUA, essa não é mais uma preocupação.
O grupo foi capaz de usar técnicas de edição de genes para inativar 62 PERVs em embriões de suínos. Os resultados foram publicados na revista Nature.
Outra grande preocupação é a rejeição de órgãos doados pelo sistema imunológico humano. Church já enfrentou essa dificuldade também, modificando mais de 20 genes que fabricam as proteínas que irritam as células do nosso sistema imunológico.
O próximo passo de Church e sua empresa eGenesis é começar a implantar embriões de suínos com genes editados em porcas mães, o mais breve possível.
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"DAR DE SI ANTES DE PENSAR EM SI " SEJA A INSPIRAÇÃO FRANCISCO JOSÉ PALMEIRA CELESTINO Presidente 2018/2019
sábado, 21 de novembro de 2015
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