quinta-feira, 3 de julho de 2014

UM POUCO DE HISTÓRIA


                                







Em 1649, o grande castelo holandês estabelecido no Ceará ficava à margem esquerda da foz do riacho Pajeú, sobre o monte Marajaitiba. Foi ali que Matias Beck, comandante da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, ergueu o Forte Schoonenborch, ao redor do qual nasceu o município de Fortaleza.
“Há historiadores que veem Matias Beck como o fundador de Fortaleza. Ainda assim, a marca holandesa na cidade é muito pequena, já que eles acabaram expulsos pelos portugueses logo, em 1654, e não costumavam se misturar com as índias. Mas veja como a história tem os seus reencontros. Ironicamente, o Ceará volta a ser vítima de uma invasão laranja agora”, comentou o historiador Aírton de Farias, com uma série de livros sobre as origens do Ceará e também sobre futebol já publicados. 
“Fala-se muito do elo holandês com Pernambuco, mas houve o período de domínio do Ceará. Fortaleza era um local estratégico, no caminho do Maranhão, e o açúcar tinha valor de petróleo na época. Costumo dizer que a existência da cidade é um milagre, pois não há porto, o solo é ruim... A fundação se deve também aos holandeses. Talvez fosse interessante lembrarmos isso agora, que a Holanda vem jogar aqui. Infelizmente, não foi feito nenhum projeto cultural”, lamentou o escritor.
De fato, o estímulo é muito pequeno. Atualmente com o nome de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, conforme acabou rebatizado na retomada por parte da Coroa Portuguesa, o antigo Forte Schoonenborch passou a abrigar a Décima Região Militar do Exército Brasileiro. As visitações às instalações históricas são controladas.
Infelizmente o pequeno museu militar que funciona no local estava fechado. O ponto alto da visita, portanto, foi o calabouço subterrâneo onde teria sido aprisionada Bárbara de Alencar, revolucionária da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador.
Avó do romancista José de Alencar, Bárbara “gemeu longos dias”, “vítima em 1817 da tirania do governador Sampaio”, segundo o letreiro colocado acima da prisão (um pequeno buraco no chão, protegido por grades) da fortaleza. 
"Agora vemos nas ruas uma nova invasão holandesa”, sorriu Aírton de Farias, um fanático torcedor do Ceará, pronto para palpitar sobre o duelo de domingo. “A Holanda tem um time bom e de tradição. Em teoria, é favorita. Mas o Castelão está se caracterizando por ser o estádio das surpresas da Copa do Mundo. De repente, o México tem uma boa oportunidade de expulsar os holandeses daqui outra vez.”
 Trecho da reportagem de Hélder Júnior

Um comentário:

  1. Eliênio Marcos de Azevedo- Fortaleza - CE3 de julho de 2014 às 11:57

    Se os holandeses continuassem a dirigir nosso destino, certamente estaríamos em melhores condições.
    Educação, cultura e menos corrupção e safadeza.

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- Kant "Quem não sabe o que busca,  não identifica o que acha." Colaboração: Itazir  de  Freitas