Tratamos o câncer com drogas que não foram feitas para a genética dos latinos'
Especialista colombiano afirma que carência de pesquisa clínica na região gera desconhecimento da eficácia de medicamentos oncológicos baseados na genética tumoral
Sabe-se muito pouco sobre o real cenário do câncer na América Latina. Além de existirem mais estimativas do que dados sobre a incidência da doença, a região corresponde a apenas 1% de todas as pesquisas clínicas feitas em oncologia no mundo. Por aqui, pesquisas, tratamentos e medicamentos são “importados” principalmente dos Estados Unidos e Europa.
De acordo com o colombiano Andrés Felipe Cardona, diretor científico da RedLano (Rede Latino Americana de neuro-oncologia), a carência de pesquisas tem um preço alto: ainda não se sabe exatamente como se comportam os tumores na população latino-americana nem se os medicamentos usados na região são tão eficientes quanto são para as populações norte americanas ou europeias
Vale ressaltar que cada vez mais os novos medicamentos oncológicos são baseados na genética tumoral e, de acordo com o pesquisador, no que se refere à oncologia, a heterogênea e diversa população latino-americana teria, curiosamente, maior semelhança com a asiática.
Fonte: ig.com.br
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