Tribuna da Bahia, Salvador
08/12/2018 13:11 | Atualizado há 5 horas e 52 minutos

Foto: Uwe Schmidt/Wikimedia Commons
Por: Yuri Abreu
Transmissor de doenças como a raiva, o morcego é um animal de hábitos majoritariamente noturnos e se alimenta principalmente de insetos, frutas, entre outros. Normalmente, são encontrados nos porões ou cômodos pouco usados das casas. Assim, todo é cuidado é pouco para a população, que deve redobrar a atenção em caso de presença do mamífero.
Durante esse ano, foram confirmados quatro casos de raiva silvestre em morcegos não hematófagos – aqueles que não se alimentam de sangue – nos bairros de Patamares (2), Piatã e Arenoso. Contudo, desde 2004, não há registro de casos de raiva humana na capital baiana.
Segundo o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), qualquer tipo de morcego adoece e pode passar a raiva, enfermidade que pode levar a morte. A transmissão da doença para pessoas ou animais pode ocorrer no caso de mordedura, arranhadura ou contato direto com a saliva do voador doente. Caso o morador de determinada região encontre morcegos circulando durante o dia, ele deve ficar atento.
Além disso, outros tipos de animais mortos também podem indicar sinal de contaminação pela raiva. De acordo com o médico veterinário do CCZ, Aroldo Carneiro, ambas as situações merecem cuidado. “Eles só saem dos abrigos quando o sol se põe, e ficam em atividade à noite. Caso ele apareça durante o dia, vale um alerta, é sinal de um animal doente”, afirmou.
O médico assinalou ainda que caso o animal adentre a residência, nunca se deve colocar a mão, sem proteção, diretamente no morcego. A orientação do especialista é tentar imobilizá-lo, colocando sobre ele um balde, um pano ou uma caixa, e chamar o centro de Controle de Zoonoses pelo telefone 156 ou ainda pelos telefones 3611-7331/3611- 7310. Outro conselho é o de que a pessoa não tente matar o morcego. Segundo Carneiro, o ideal é fazer a intervenção para que ele não entre na residência.
FONTE:/www.trbn.com.br/materia/I13304/orgaos-de-saude-alertam-para-riscos-do-contato-com-morcegos
Colaboração: Eunice Costa
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