
Muitos quando se fala da preocupação com os pobres, veem neste discurso certo resquício de paternalismo ou sentimentalismo que nada produz. No entanto, a pobreza é um desafio político para século XXI. Ao mesmo tempo em que o desenvolvimento da humanidade alcança níveis altíssimos, com o avanço da tecnologia, multiplica-se o número dos que passam a viver na pobreza. Ela atinge um terço dos países do sul do Equador que tentam sobreviver, migrando da miséria para os países ricos do norte.
Os mais pobres continuam sendo vítimas da miséria com seu rosto de falta de educação, moradia, trabalho, comida… Está evidente que o mercado não reduzirá a pobreza, pelo contrário, aguçam as desigualdades, ele não consegue assegurar justiça nem dignidade para todos, porque sua preocupação não é a pessoa, mas o lucro. O mercado hoje induz os países ricos a recusar solidariedade às maiorias pobres. O pobre hoje é muito mais o desempregado urbano do que o camponês. Eles serão cada vez mais as principais vítimas da degradação dos recursos naturais em curso.
A erradicação da pobreza significa permitir que cada homem dispusesse de meios de vida, superiores a um limiar de dignidade internacionalmente definido. Somente a solidariedade poderá ajudar a mitigar o problema da pobreza, pois as nações pobres não poderão resolver sozinhas o problema dos pobres e excluídos. Infelizmente a globalização do mercado não é acompanhada da globalização da solidariedade e distribuição dos recursos.
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Fonte://diocesesa.org.br/2018/11/12/abc-dia-mundial-dos-pobres/
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