domingo, 16 de setembro de 2018

Idosos sufocados em dívidas


Tribuna da Bahia, Salvador
13/09/2018 14:19 | Atualizado há 1 dia, 4 horas e 11 minutos


Foto:Divulgação

Por Lício Ferreira 
Para socorrer suas famílias e não deixar faltar nada em casa – especialmente gêneros de primeira necessidade – os idosos brasileiros foram aos bancos, onde recebem a aposentadoria do INSS, para buscar o crédito consignado e tornaram-se os lideres da inadimplência do Brasil.
Muitos deles – na hora do aperto - tomam créditos consignados até o limite possível. E, com isso, a renda encurta muito. A saída é buscar mais dinheiro para fechar as contas do mês, nas tradicionais linhas de crédito de bancos e financeiras, onde as taxas de juros são de mercado. O resultado é que muitos acabam ficando inadimplentes.
Fruto desta situação, o sétimo mês de 2018 contabilizou 8,8 milhões de idosos que deixaram de pagar em dia os seus compromissos. Houve, então, um aumento de 10% em relação ao apurado no período correspondente do ano passado (8 milhões). 
O valor do montante de contas em atraso entre os inadimplentes na faixa etária acima de 61 anos também subiu e atingiu R$ 41,1 bilhões. Isso resulta em uma dívida média de R$ 4.668,00 por idoso. 
Situação real
Esses dados foram apurados e divulgados pela Serasa Experian. Segundo o estudo, o comportamento de inadimplência, entre os idosos, foi muito diferente do padrão de dívidas em atraso, que prevalece entre os adultos mais jovens no país. 
Os compromissos que os idosos brasileiros mais deixaram de pagar foram contas básicas de: água, energia e gás (34,30%), sendo que esse débito, no índice geral da população, corresponde a 19,40% do total, ou seja, uma diferença de 14,9 pontos percentuais.

Fonte: trbn.com.br

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