domingo, 12 de agosto de 2018

Irrigação muda paisagem e economia de Petrolina



Canal principal de irrigação o perímetro Nilo Coelho

Paulo Cabral, enviado especial a Petrolina

Na viagem entre Paulo Afonso e Petrolina seguindo o Rio São Francisco – primeiro na Bahia e depois em Pernambuco, a paisagem pouco se modifica: predomina a caatinga seca do sertão pontuada por algumas roças de milho, feijão e mandioca.

O Velho Chico – apelido do grande rio que nasce em Minas Gerais e vem banhando Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe até desaguar no Atlântico – coloca a população ribeirinha em uma situação melhor do que os sertanejos de recantos mais afastados, mas não foi suficiente para desenvolver uma agricultura forte.

A situação muda completamente na chegada a Petrolina, cidade pernambucana na divisa com a Bahia, um dos melhores exemplos de que bons projetos de irrigação e ocupação da terra no sertão brasileiro pode deixar de ser sinônimo de miséria e se tornar um produtor de riqueza.

"De 1970 até 1996 o PIB médio dos 65 municípios do médio São Francisco cresceu menos de três vezes, passando de US$ 11 milhões para US$ 30 milhões. Em Petrolina o PIB que já era de US$ 75 milhões chegou a US$ 464 milhões", disse o chefe da divisão de Planejamento da Superintendência Regional da 
Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), em Petrolina, Zacarias Lourenço Vaz Ribeiro.

Concentração de riqueza

"Não há nenhum outro fator sócio-econômico além da irrigação que possa explicar o crescimento neste período."
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Fonte:  https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2002/020904_paulodb.shtml

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