domingo, 4 de março de 2018

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Famílias resistem em doar órgãos na Bahia
A Bahia está entre os que menos fazem doações em todo o país; preconceitos e desconhecimentos impedem ato de solidariedade
Tribuna da Bahia, Salvador
21/02/2018 16:00 | Atualizado há 10 dias, 1 hora e 48 minutos


Foto reprodução

Por Adilson Fonsêca
Das 4.879 notificações de pessoas que vieram a óbito e que potencialmente poderiam ser doadoras de córneas, 491, ou pouco mais de 10%, foram efetivadas na Bahia no ano passado. Já das mortes encefálicas, ocorridas em centros cirúrgicos ou Unidades de Terapia Intensiva (UTI), que somaram 494 notificações no ano passado, 120 se transformaram em doações de múltiplos órgãos, o equivalente a pouco mais de 30% dos casos notificados.
Tido como um povo solidário, o baiano, quando confrontado com a necessidade de doar órgãos de parentes mortos, se mostra refratário à ação solidária e rejeita a maioria dos pedidos e consultas feitas por médicos para salvar outras vidas. O Estado está entre os que menos fazem doações em todo o país. No ano passado foram apenas 120 doações de múltiplos órgãos, quando o paciente sofre por morte encefálica, com 494 notificações aos familiares, e 491 doações de córneas, quando ocorreram no período 4.879 notificações às famílias dos pacientes.
O resultado disso é que na Bahia existe uma longa fila de pacientes a espera de órgãos que poderiam ser doados. Somente para transplante de rins são 838 pessoas. Já a espera por uma córnea envolve 766 pacientes, além de cinco pacientes na fila para transplante de fígado e quatro para transplante de pulmão. A fila para transplante de coração não tem pacientes na Bahia porque os casos de cirurgias são encaminhados para outros estados.
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Fonte: trbn.com.br

Colaboração: Eunice Costa

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