Seca histórica dá "cara de sertão" à zona da mata e ao litoral no Nordeste
Quando Antônio Conselheiro bradava, no final do século 19, na Bahia, que "o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão", ele não podia imaginar que a severa estiagem no Nordeste no século 21 colocaria a seca e o mar lado a lado.
A seca que atinge a região há cinco anos é considerada a maior em pelo menos 106 anos de medições e trouxe uma nova característica: a falta de chuvas nas regiões de zona de mata e até no litoral nordestino.
Segundo um mapa da vegetação feito por satélite pelo Lapis (Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites), da Universidade Federal de Alagoas, a área atingida pela seca cresceu ao longo dos anos e encostou no mar. Em comparação a anos anteriores, é possível ver como o estrago aumentou ao longo de 2016.
União dos Palmares, na zona da mata alagoana, é marcada por chuvas intensas, mas o cenário mais lembra o sertão. Apesar de ficar a apenas 60 km do litoral, a cidade enfrenta uma estiagem neste ano que mudou a cara da vegetação. Mesmo o rio Mundaú --que em 2010 foi responsável por destruir moradias na maior inundação da história da cidade-- parou de correr e, praticamente seco, tem apenas bolsões de água acumulada.
Leia mais em: http://zip.net/bttzRB
Fonte:bol.com.br
Colaboração: Eunice Costa

Nenhum comentário:
Postar um comentário