sexta-feira, 11 de novembro de 2016

QUEM CONSTRUIU AS PIRÂMIDES?

Resultado de imagem para PIRÂMIDES DO EGITO

Nem ETs, nem escravos: os indícios mais contundentes estão nas tumbas dos construtores

Lembra os escravos mantidos à força no Egito, que ralaram a vida toda carregando enormes blocos de pedra para as pirâmides? Pois arqueólogos americanos e egípcios descobriram que, na verdade, eles eram trabalhadores livres, bem alimentados e, em sua grande maioria, não eram estrangeiros. A nova teoria é o principal resultado de escavações em duas vilas recém-descobertas na planície de Gizé, que abrigaram cerca de 20 mil pessoas durante a quarta dinastia egípcia (há cerca 4 500 anos), época em que as grandes pirâmides foram erguidas. “Estamos confrontando uma das crenças mais comuns acerca do Egito, baseadas nos relatos de Heródoto e da Bíblia, com as novas evidências”, diz Zahi Hawass, diretor do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito.
Os indícios mais contundentes estão nas tumbas dos construtores das pirâmides. Elas foram construídas, decoradas e preservadas, como versões menores e mais simples dos túmulos faraônicos. Dentro, alguns corpos apresentavam marcas de fraturas curadas, membros amputados e até cirurgias cerebrais, o que, para os arqueólogos, é sinal de que os trabalhadores recebiam tratamento médico à custa do faraó. “Escravos estrangeiros não seriam enterrados assim, nem mereceriam tamanha atenção”, afirma Hawass. Os achados contam ainda informações valiosas sobre a vida do homem comum do Egito Antigo, que representava 80% da população, mas sobre o qual se sabe muito pouco. Na Cidade dos Trabalhadores foram encontradas centenas de fragmentos de fôrmas de pão, jarras de cerveja e ossos de animais domésticos. As ruínas mostram que a vila era formada por galerias com milhares de camas de barro.
Para os pesquisadores, tratava-se de um bem estruturado alojamento para camponeses que, em períodos de entressafra, formariam frentes de trabalho temporárias para a construção dos monumentos. “Encontramos inscrições no interior da pirâmide de Quéops que mostram que os trabalhadores formavam equipes e sentiam-se orgulhosos ao completarem as tarefas. Talvez até fossem recompensados por isso”, diz Hawass. Eles eram supervisionados por artesãos mais qualificados, que habitaram uma vila menor, a chamada Cidade Oriental, onde foram encontradas as tumbas. O diretor do Projeto de Mapeamento da Planície de Gizé, Mark Lehner, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, acredita que é muito difícil usar, para o Egito de 20 séculos antes de Cristo, o que hoje se entende por trabalho e escravidão. “Mas, pelo menos, sabemos que o trabalho não era fixo, nem desagradável como se pensava”, diz.

--
Colaboração: Carmen Costa

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Mensagem

- Kant "Quem não sabe o que busca,  não identifica o que acha." Colaboração: Itazir  de  Freitas