quarta-feira, 16 de novembro de 2016

PROBLEMAS DO HOSPITAL

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Hospital do Câncer Dom Tomáz precisa de recursos pendentes do  Estado para funcionar


Apontado como um dos principais polos médicos do interior do estado, Petrolina, no Sertão do São Francisco, há 18 anos, se destaca por manter um centro de oncologia mantido pela Associação Petrolinense de Amparo à Maternidade e à Infância (Apami) que atende cerca de 60  mil pacientes portadores de câncer de várias regiões do alto sertão. Falta pouco para a região se consolidar  no segmento de saúde, caso em 2017,  abra as portas do Hospital Dom Tomáz, que está com a primeira etapa de suas instalações prontas.
Quando começar a funcionar, a primeira unidade hospitalar de tratamento de câncer do interior, com moderna infraestrutura, terá inicialmente 16 leitos para internação (sendo quatro semi-intensivos) e centro cirúrgico de porte médio. A expectativa é que tudo isso traga conforto e esperança  para os pacientes que acabam viajando mais de 500 quilômetros  para capitais como Recife, Salvador(BA) e Teresina(PI), em busca de outros serviços como radioterapia e até se submeter a cirurgias.
Acontece que a unidade esta ameaçada de funcionar de imediato, por conta do não pagamento de um débito de cerca de R$ 1,5 milhão da Secretaria de Saúde do Estado que se arrasta desde 2013.  De acordo com o diretor presidente da Apami, Augusto de Souza Coelho, o ambulatório da unidade cresceu ao longo de 18 anos de serviços, não só no atendimento como na ampliação e qualidade dos serviços prestados. “Temos uma equipe multiprofissional com 20 especialistas em diferentes especialidades médicas, incluindo psicólogos, fisioterapeutas enfermeiros e assistente social. Os resultados se comprovam animadores e motivadores, mas o hospital seria o complemento de tudo isso”, aponta Augusto.Caso o governo o Estado garanta o pagamento do débito oriundo do convênio de um sistema batizado de Central da Regulação de Leitos da Rede Interestadual de Atenção à Saúde do Vale do Médio São Francisco (Rede PEBA) envolvendo Pernambuco e Bahia. Segundo Augusto Coelho, a Apami tem autorização para atender um teto de cerca de R$ 625 mil reais para o Estado. “Caso chegue um paciente em situação grave, não posso deixar de atender porque o teto ultrapassou. Se recursamos o cidadão, para onde ele vai?”, questiona.
“Fizemos a obra com muito desafio incluindo a venda de parte do patrimônio imobiliário da Apami”, aponta Coelho, lembrando que já foram diversos contatos desde 2013 com o Estado na tentativa de resolver o problema, mas ainda nem uma solução. Ele adianta que aguarda audiência com o governador Paulo Câmara  e o secretário de Saúde do Estado para chegar a um acordo.
“Esperamos que o governo do Estado pague todo o débito porque não é esmola e sim serviços prestados a centenas de pacientes com câncer ao longo de vários anos”, observa.  No início deste  mês,  o secretário nacional de atenção à saúde Francisco Figueredo esteve em Petrolina para uma visitas a hospitais e serviços, e incluiu na agenda o Dom Tomáz.
Na visita, conheceu as instalações, o modelos de trabalho e equipamentos. Durante reunião com Augusto Coelho, anunciou que o governo federal analisará a possibilidade de aumentar o repasse dos recursos para a atenção do hospital e vai rever outros pedidos encaminhados pela Apami

Fonte: blogvinicius.com.br

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