Rumo ao sol
O infinito e a eternidade
podem se encontrar
nas esquinas da existência...
Dia, não me deixe, noite, não me leve
na sua asa de treva, fria, sem matéria.
Tive o manto real, o véu da miséria
e a eternidade nesta vida breve.
Ó noite que se esvai na luz sidérea
um dia dos meus dias não me deve.
Dê-me a cruz negra, sudário de neve,
um beijo sem cor da boca cinérea.
Leva-me nas águas turvas do seu mar,
sob as ondas das nuvens, meu conforto,
terra, terra, cais da vida, o meu porto.
Do meu céu vai a estrela se apagar!
-Ó noite imensa, do meu viver o dia, leva
e outra luz há de surgir na minha treva!
Inácio Dantas
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