Muito se ouve falar sobre plágio e violação dos direitos autorais na música, literatura
ou em obras de arte; entretanto, nos últimos anos, essa prática vem se multiplicando,
de forma alarmante, no ambiente acadêmico e de pesquisa, por conta do volume e
da diversidade de informações, descobertas e conhecimentos disseminados,
em especial, pela Internet.
O plágio não tem nada a ver com a citação bem intencionada e referenciada a
autores, com o uso de uma dissertação ou tese como ponto de partida para a
construção de uma nova teoria, com a influência inspiradora de um músico,
artista plástico ou coreógrafo, ou, ainda, com a coletânea histórica, poética,
cultural devidamente caracterizada. No entanto, muitas vezes, o limiar entre o
inocente uso das fontes e a cópia maliciosa é bastante estreito, dando margem ao
crime, mas também a múltiplas situações de conflito.
Quando o assunto é plágio, nem tudo é simples e fácil de identificar,
principalmente em um universo como o do conhecimento científico. Por isso,
para se precaver, mas também para não cometer, é preciso conhecer: não
CONCEITO DE PLÁGIO
Plágio não é somente a cópia fiel e não autorizada da obra de outra pessoa −
seja ela artística, literária ou científica. É também, e mais comumente, a cópia
“da essência criadora sob veste ou forma diferente” (pg. 65 JOA),
isto é, a apropriação indevida da produção de outrem mascarada por um modo
distinto de escrever ou pela versão para outro idioma, entre várias possibilidades.
FORMAS DE PLÁGIO
Segundo o professor Lécio Ramos, citado por Garschagen (2006), existem,
pelo menos, três tipos de plágio:
- Integral: cópia de um trabalho inteiro, sem citar a fonte.
- Parcial: ‘colagem’ resultante da seleção de parágrafos ou frases de um ou
- diversos autores, sem menção às obras.
- Conceitual: utilização da essência da obra do autor expressa de forma
- distinta da original.
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