PERNILONGO COMUM DO RIO DE JANEIRO NÃO É CAPAZ DE TRANSMITIR ZIKA, DIZ FIOCRUZ
por Patrícia Guimarães
Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (06) por cientistas da Fiocruz em parceria
com o Instituto Pasteur de Paris revela que o pernilongo comum, conhecido
cientificamente como Culex quinquefasciatus, não transmite o vírus zika. Mas isso
vale para os que vivem em Manguinhos e Triagem, na Zona Norte, Jacarepaguá, na
Zona Oeste, e Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Para chegar a essa conclusão, o médico coordenador da pesquisa Ricardo Lourenço e
outros 42 pesquisadores analisaram cerca de 1,6 mil mosquitos coletados nos quatro
bairros, sendo metade deles Culex e a outra metade composta por Aedes aegypti.
Na primeira fase, eles foram testados e nenhum dos Culex era portador do vírus.
Na segunda etapa do estudo, uma colônia que mosquitos foi criada e exposta e
contaminada ao vírus zika. Depois disso, todos tiveram a cabeça, o estômago e a
saliva analisadas para confirmar se havia contaminação de algum deles e todos os
resultados foram negativos. Na contramão disso, o Aedes aegypti apresentou
contaminação com o vírus em mais de 80% das vezes.
Para os estudiosos, o resultado da pesquisa é importante para ajudar nas políticas
públicas de combate do mosquito, já que não serão empregados recursos
desnecessários no controle de agentes que não sejam transmissores do zika.
Um outro estudo, também orientado por cientistas da Fiocruz, mas no Recife,
mostrou que os pernilongos da mesma espécie apresentavam contaminação por
zika, e que ela havia ocorrido na natureza.
Fonte: ig.com.br
Colaboração: Eunice Costa
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