Celeste
É tão divina a angélica aparência,
E a graça que ilumina o rosto dela,
Que eu concebera o tipo de inocência
Nessa criança imaculada e bela.
Peregrina no céu, pálida estrela
Exilada da etérea transparência,
Sua origem não pode ser aquela
Da nossa triste e mísera existência.
Tem a celeste e ingênua formosura
E a luminosa auréola sacrossanta
De uma visão do céu, cândida e pura
E, quando os olhos para o céu levanta,
Inundados de mística doçura,
Nem parece mulher – parece santa.
Que eu concebera o tipo de inocência
Nessa criança imaculada e bela.
Peregrina no céu, pálida estrela
Exilada da etérea transparência,
Sua origem não pode ser aquela
Da nossa triste e mísera existência.
Tem a celeste e ingênua formosura
E a luminosa auréola sacrossanta
De uma visão do céu, cândida e pura
E, quando os olhos para o céu levanta,
Inundados de mística doçura,
Nem parece mulher – parece santa.
Adelino Fontoura
(Maranhão – 1859-1884)
(Maranhão – 1859-1884)
Nenhum comentário:
Postar um comentário