sábado, 19 de março de 2016

INSPIRAÇÃO

Celeste

É tão divina a angélica aparência,
E a graça que ilumina o rosto dela,
Que eu concebera o tipo de inocência
Nessa criança imaculada e bela.

Peregrina no céu, pálida estrela
Exilada da etérea transparência,
Sua origem não pode ser aquela
Da nossa triste e mísera existência.

Tem a celeste e ingênua formosura
E a luminosa auréola sacrossanta
De uma visão do céu, cândida e pura

E, quando os olhos para o céu levanta,
Inundados de mística doçura,
Nem parece mulher – parece santa.

Adelino Fontoura
(Maranhão – 1859-1884)

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- Kant "Quem não sabe o que busca,  não identifica o que acha." Colaboração: Itazir  de  Freitas