Veja avanços e o que esperar contra a doença
Câncer é um tema que nunca sai de evidência, mas este ano poucos assuntos geraram tanta celeuma quanto a "pílula da USP", a fosfoetanolamina, substância com suposta ação contra o câncer produzida no Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo), em São Carlos. Desenvolvida há anos por pesquisadores liderados pelo professor Gilberto Chierice, a pílula vinha sendo distribuída gratuitamente para pacientes interessados.
O problema é que a "fosfo", apelido que o princípio ativo de nome complicado ganhou na mídia,só foi submetida, até hoje, a alguns testes pré-clínicos. Com a repercussão repentina do caso, o Tribunal de Justiça de São Paulo vetou a distribuição da pílula, gerando protestos dos pacientes que queriam ter pelo menos a liberdade de testar o tratamento, mesmo sabendo dos possíveis riscos. Teorias da conspiração tomaram conta da internet, e muita gente acreditou que o Brasil tinha nas mãos a cura contra o câncer, mas não poderia viabilizá-la porque, por se tratar de uma substância barata, não traria lucro a grandes corporações.
O câncer é a segunda doença que mais mata no país, depois das enfermidades cardiovasculares (infarto e derrame), e em algumas décadas será a principal", comenta o médico Paulo Hoff, diretor geral do centro de oncologia do Hospital Sírio-Libanês. Seu tratamento é caro, doloroso e nem sempre bem-sucedido, por isso não dá para condenar quem recorre a terapias sem comprovação científica.
Estudos clínicos
"Ninguém é contra a 'fosfo'; o que se pede somente é que se faça a investigação de forma séria", explica Hoff, que participa de um grupo de trabalho que reúne diversas instituições, criado pelo governo federal para estudar a droga. "Oferecer um tratamento sem antes testar é o que se fazia antes, no século 19", complementa
Fonte: ig.com.br
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