ACREDITEI
Acreditei que eram tuas
as mãos que seguravam as minhas.
Que de ti fluía a seiva de força,
que circulando nas veias,
aquecia-me o coração.
Acreditei que no silêncio
das palavras
nossas almas se entregavam,
completavam-se,
num entendimento mútuo
de eternidade.
Acreditei que a aflição que me atingia,
atingia-te;
a dor que me corria a alma,
as mãos que seguravam as minhas.
Que de ti fluía a seiva de força,
que circulando nas veias,
aquecia-me o coração.
Acreditei que no silêncio
das palavras
nossas almas se entregavam,
completavam-se,
num entendimento mútuo
de eternidade.
Acreditei que a aflição que me atingia,
atingia-te;
a dor que me corria a alma,
machucava-te;
e tuas mãos segurando as minhas
poderiam salvar-me.
Acreditei.
e tuas mãos segurando as minhas
poderiam salvar-me.
Acreditei.
Pego-me sozinha agora,
olhando as mãos vazias,
o olhar fixo no tempo:
pois o nunca e o sempre
foram-se
para não mais voltar.
Luiza Drubi
Educadora e Poetisa
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