O prêmio para mulheres na ciência da L'Oréal , já na sua décima edição, escolheu sete jovens pesquisadoras atuantes em diversas áreas e as contemplou com uma bolsa-auxílio de vinte mil dólares cada. O objetivo é valorizar o papel feminino na ciência brasileira e estimular mais meninas a seguirem este caminho para aumentar o equilíbrio de gênero na investigação científica. Conheça as laureadas e seus trabalhos:
Dra. Alline Cristina de Campos: estudo de derivados da maconha no tratamento de transtornos mentais.
O mais famoso componente da maconha, o THC, pode causar muita instabilidade mental. Mas não é apenas de THC que é feita a Cannabis sativa. Grande parte da planta é feita de canabidiol, uma substância que a Alline e sua equipe está descobrindo ter um efeito estabilizador para pessoas portadoras de transtornos mentais.
Dra. Elisa Orth: destruição de moléculas nocivas à saúde humana
Elisa trabalha no desenvolvimento de novas enzimas artificiais, que são catalisadores, para acelerar reações químicas de forma segura. Essas enzimas tem o potencial tanto de melhorar a qualidade de alimentos cultivados com agrotóxicos quanto serem usadas no tratamento de doenças genéticas reparando genes defeituosos.
Dra. Elisa Brietzke: envelhecimento celular e imunológico no transtorno bipolar
A Dra. Elisa e sua equipe estão prestes a confirmar sua descoberta de que o transtorno bipolar, que afeta entre 1 e 2% da população mundial, pode levar ao envelhecimento precoce. O estudo também tem o propósito de descobrir possíveis intervenções que retardem este processo.
Dra. Tábita Hünemeier: investigação genética dos nativos americanos
A pesquisadora pretende compreender melhor como ocorreu o povoamento e aspectos em relação a saúde dos povos indígenas assim como as mutações que os diferenciam do restante das populações do mundo.
Essas similaridades evidenciam que todos os indígenas das Américas possivelmente migraram da Ásia para em algumas ondas migratórias através do Estreito de Bering durante as eras glaciais a mais de 15 mil anos.
Dra. Daiana Silva de Ávila: busca de um tratamento mais eficaz para a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)
Esclerose Lateral Amiotrófica é a mesma doença que confinou Stephen Hawking à sua cadeira de rodas.
Apesar desse mal acometer cerca de 12 mil brasileiros existe apenas um medicamento disponível que leva a muitos efeitos colaterais indesejados. Daiana investiga o potencial do carboidrato trealose associado a vitamina E para frear o avanço da ELA aumentando a qualidade de vida dos pacientes.
Dra. Karín Menéndez-Delmestre: entendendo a evolução das galáxias
Karín, astrofísica, está contribuindo para a formação de um modelo completo para que possamos compreender como evoluem os diferentes tipos de galáxias. Ela usa imagens de galáxias feitas por observatórios internacionais. Ao criar uma cronologia dos diversos tipos de galáxias é possível contar a história de sua evolução e observar como mudam ao longo da história do universo.
Dra. Cecília Salgado: geometria algébrica e a teoria dos números
Ela ama a ciência e escolheu a matemática que é “uma mistura de arte e ciência”. A matemática não é considerada uma ciência por todos, no entanto ela permite tanto criação quanto descoberta, de acordo com Cecília.
Seu interesse é por matemática pura, no entanto seus estudos poderiam ser utilizados na correção de erros na telecomunicação e gravação de dados.
Colaboração: Luiza Drubi
vc devia fazer parte desta lista de mulheres especiais
ResponderExcluirnão sei porque não tem mais poesias, passou a paixão ?
Continuo desejando conhecer vc