terça-feira, 15 de setembro de 2015

CRÉDITO DIMINUIDO

Resultado de imagem para Standard & Poor’s


Crédito vai piorar com perda de grau de investimento


A perda do grau de investimento pelo Brasil, na semana passada, vai intensificar a escassez de crédito para as empresas brasileiras e deixar algumas delas em situação delicada. O tamanho do desafio das companhias para lidar com esse cenário adverso fica evidente nos números bilionários de dívidas que vencem no ano que vem. Pelos dados do Banco Central, o volume total a ser pago (ou renegociado) soma US$ 65 bilhões, sendo US$ 54,8 bilhões do setor privado.
O quadro já vinha bastante difícil desde o primeiro semestre com a crise fiscal e piorou com a decisão da equipe econômica de rever as metas de superávit primário para os próximos anos. As condições se deterioram ainda mais com a sequência de más notícias que antecederam o rebaixamento do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, como a crise política cada vez mais intensa e a proposta de Orçamento deficitário entregue ao Congresso Nacional.
O reflexo de tanta incerteza fez o Credit Default Swap (CDS) - espécie de seguro contra o risco de calote do Brasil - subir de 200 pontos no início do ano para 386 pontos na quinta-feira. O valor está muito acima do verificado em países com grau de investimento.
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Captações externas
O aumento do custo do crédito assustou as empresas, que reduziram drasticamente o volume de emissões no exterior. De janeiro a julho, as captações no mercado internacional caíram 78% - de US$ 37,3 bilhões em 2014 para US$ 8,1 bilhões neste ano segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). 
Mas esse mercado também já apresentou aumento nos custos de captação e financiamento. As taxas futuras de juro para 2025, por exemplo, subiram de 12,50% ao ano para 15% desde que o governo anunciou a revisão da meta fiscal. "Isso nos faz imaginar que o custo do dinheiro no Brasil vai continuar alto nos próximos anos", afirma Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria. 
Pelos dados da Anbima, as captações no mercado interno somaram R$ 60,3 bilhões entre janeiro e julho ante R$ 88,5 bilhões de igual período do ano passado.

Fonte: jornal do Comércio

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