sábado, 19 de setembro de 2015

ABORTO


 A ideia de que as mulheres podem se arrepender de fazer um aborto foi usada para apoiar as restrições contra o procedimento. Mas um novo estudo sugere que raramente as mulheres se arrependem de abortar.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram 667 mulheres que fizeram abortos em 30 clínicas estadunidenses. Os participantes responderam perguntas sobre suas experiências a cada seis meses durante três anos após o procedimento.
A noção de que o aborto pode gerar um arrependimento incurável é frequentemente citada na legislação norte-americana, que exige que as mulheres passem por ultrassons obrigatórios ou períodos de espera antes de tomar uma decisão definitiva.
Contudo, as experiências emocionais reais de mulheres após abortos não eram bem estudadas até então. O que nos leva a conclusão de que argumentos de “possíveis” arrependimentos não tem embasamento.
Os estudos retrospectivos retornam informações não confiáveis, porque as pessoas não se lembram como se sentiam no passado.
Com o método deste novo estudo, o resultado é mais confiável porque as mulheres são acompanhadas ao longo do tempo. Elas não precisaram se lembrar de nada, apenas relatar o que experimentavam, naquele momento, em relação á decisão tomada.
Mulheres que lutaram mais com a decisão inicial e aquelas com um maior desejo de estarem grávidas se mostraram mais propensas a dizer que o aborto foi a escolha errada.
Da mesma forma, mulheres que sentiram que sua comunidade estigmatizava o aborto como sendo um crime e, de uma maneira geral, não tinham muito apoio social, relataram emoções mais negativas em todo o procedimento.
Embora o estudo ainda continue, já pode concluir que 99% das mulheres sentem ter feito a escolha certa em interromper a gravidez.
 
Fonte: LiveScience

Colaboração: Luiza Drubi

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- Kant "Quem não sabe o que busca,  não identifica o que acha." Colaboração: Itazir  de  Freitas