Bethânia faz show sem sair do roteiro e agrada público
A primeira de duas noites do show Abraçar e Agradecer, comemorativo dos 50 anos de carreira de Maria Bethânia no Teatro Castro Alves, teve casa cheia, poesia e interpretações vigorosas na noite desta sexta-feira, 29.
Pouco antes de começar, ainda no Foyer, um homem tirava foto da esposa com o celular, o sorriso satisfeito de quem está prestes a se exibir na rede social. Ao postar a foto, ia dizendo: "No show... de... Betha ", quando se deteve subitamente. Virou-se para a mulher: "Bethânia é com 'th', né"?
No teatro, o público ia se acomodando nas cadeiras, ansioso pelo encontro com a diva santoamarense. Por volta das 21h15, a banda já instalada no palco deu início a uma introdução instrumental.
O fundo do palco se acende e Bethânia surge, ágil como uma gazela, dando uma corridinha até o microfone. Ao alcançá-lo, já foi abrindo a boca e cantando Eterno em mim, do irmão Caetano Veloso - a voz cristalina e poderosa preenchendo cada polegada da grande Sala Principal do Teatro Castro Alves.
É um show com muitas canções, algumas delas são quase citações. Gita, de Raul Seixas e Paulo Coelho, é um dos pontos altos desse início, com uma abordagem vigorosa da banda e a interpretação única de Bethânia, sempre oscilando entre a grandiloquência e a singeleza, essa qualidade aparentemente contraditória, típica dos artistas superlativos.
A Tarde
Colaboração: Eunice Costa
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