Os coágulos sanguíneos são efeitos colaterais dos anticoncepcionais orais desde a década de 1990, mas, para a maioria das mulheres, as chances pareciam pequenas o suficiente para justificar o uso da pílula. Agora, cientistas liderados por Yana Vinogradova, da Universidade de Nottingham (Inglaterra), descobriram que o uso da pílula pode aumentar o risco de coágulos 2 a 4 vezes mais em comparação com as mulheres que não tomam contraceptivos orais.
“Nosso estudo sugere que os contraceptivos mais novos têm um maior risco de produzir coágulos sanguíneos do que os mais velhos”, diz Vinogradova. No geral, o risco para as mulheres que tomam a pílula é quase três vezes maior do que o das mulheres que não tomam a medicação.
A pílula é considerada um dos avanços científicos mais importantes do século XX. Ela não só revolucionou a sexualidade das mulheres, como também sua vida social, dando mais poder sobre o próprio corpo e permitindo que elas escolhessem o momento da gravidez.
A pílula original foi lançada em 1960. Desde então, os desenvolvedores de drogas têm mexido na progesterona que faz parte da composição do medicamento para diminuir efeitos colaterais, tais como acne, dor de cabeça, ganho de peso e sangramentos. Mas o preço para essas modificações pode ser a formação de mais coágulos sanguíneos.
Se isso significa que os médicos devem começar a prescrever as pílulas antigas – bem como métodos não hormonais de controle de natalidade, como o DIU – não está claro ainda, uma vez que as fórmulas mais recentes têm certas vantagens, incluindo o fato de perturbar menos os níveis de colesterol, o que pode ser importante para as mulheres diabéticas.
O risco de coágulos sanguíneos, no entanto, é algo que os médicos devem considerar ao prescrever a pílula. E uma vez que existem diferentes formulações disponíveis, Vinogradova diz que os profissionais devem monitorar suas pacientes quanto a sintomas potenciais da má circulação e mudar para outras drogas, se necessário.
Fonte: Internet
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