Harriette Thompson, aos 92 anos e 65 dias, completou a Rock ‘n’ Roll Marathon em San Diego, domingo, no tempo de 7:24:36, enquanto pensava em peças musicais que costuma tocar ao piano.
Uma pianista clássica, ela deu três concertos no famoso Carnegie Hall e é uma sobrevivente de câncer, que já levou outras pessoas de sua família.
Esta foi sua 16a. Rock ‘n’ Roll Marathon e seu treinamento foi prejudicado pelo fato de que seu marido morreu no início do ano e ela sofreu uma infecção na perna. Talvez por isto seu tempo não tenha sido tão bom quanto no ano passado, quanto estabeleceu o recorde de percurso para mulheres de 90 anos ou mais com 7:07:42.
Conheço muita gente quarenta anos mais moça que não consegue tal tempo em uma Maratona – e, claro, muitos que nem completam a prova.
Mas a história de Harriette mostra como a parte mental é importante numa prova de longa distância.
Há o caso do indiano “sikh”, residente na Inglaterra, que completou a Maratona de Toronto em 16 de outubro de 2011, aos cem anos, com o tempo de 8:11:06.
Seu nome é Fauj Singh e o sikhismo, mais do que um grupo étnico, é uma religião monoteísta indiana. O Guiness Book of Records não registrou sua marca porque na Índia, em 1911, não havia certidões de nascimento, embora Fauj Singh tenha juntado um passaporte mostrando o dia 1 de Abril de 2011 como a data em que veio ao mundo.
Talvez o Guinness Book of Records não tenha querido cair em um Primeiro de Abril.
Mas o que nos interessa é saber qual é a receita de Singh para completar maratonas.
Ele diz que os primeiros 32 quilômetrtos são “fáceis”. Quanto aos 10.195 metros restantes, ele diz que os completa enquanto “conversa com Deus”.
Fonte: Blog do José Inácio Werneck
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