Um papo amigo
Certas vezes deduzo, minha gente,
Não sei se alguém vai concordar comigo,
Que se pensássemos um instante, amigo,
Tudo podia ser bem diferente;
Aquele caso que não foi em frente,
Que terminou parecendo um castigo,
Não terá sido, falo sem perigo,
De algum diálogo que estava carente?
Não terá feito o orgulho sofrer,
Que fez nem um dá o braço a torcer,
Admitindo um farrapo de culpa?
Porque depois que tudo enfim termina,
Essa saudade, que ninguém domina,
É como a morte, só quer a desculpa.
Certas vezes deduzo, minha gente,
Não sei se alguém vai concordar comigo,
Que se pensássemos um instante, amigo,
Tudo podia ser bem diferente;
Aquele caso que não foi em frente,
Que terminou parecendo um castigo,
Não terá sido, falo sem perigo,
De algum diálogo que estava carente?
Não terá feito o orgulho sofrer,
Que fez nem um dá o braço a torcer,
Admitindo um farrapo de culpa?
Porque depois que tudo enfim termina,
Essa saudade, que ninguém domina,
É como a morte, só quer a desculpa.
MELO FREITAS
Nenhum comentário:
Postar um comentário