Eterna procura
O brilho do céu lança sombras sobre o oceano que nos espreita com olhos de amor e expectativa.
Somos seres destinados a percorrer o espaço ou a mergulhar no espaço profundo e desconhecido das águas?
Onde estará o que buscamos com tanta ansiedade e nunca nos saciamos? nossos mais intensos desejos, nossos sonhos não definidos, esta vontade infinita de saber, descobrir, encontrar?
Onde estará o que nem sabemos definir, mas que nos leva a buscar? Que atrai, impulsiona sempre rumo ao desconhecido.
Somos, desde sempre, levados a procurar respostas no alto e nos voltamos para o céu.
Encontraremos lá, no infinito azul do espaço celeste, as respostas para a alma inquieta?
Por que sequer imaginamos mergulhar no azul-verde-mar cuja superfície em eterna ebulição esconde um mundo inescrutável, desconhecido?
Se perguntamos às estrelas, por que não ás conchinhas e corais? Quem sabe, lá descobriremos as respostas?
No imenso oceano poderíamos nos deixar envolver pela água morna e salgada, como líquido amniótico, e, assim aconchegados, descobrir o que possivelmente está, não fora, mas dentro de nós.
Por que esta estranha sensação de incompletude? Por que estamos sempre a buscar a plenificação se não sabemos como seria? Quais as respostas que afinal queremos?
Talvez possamos encontrá-las entre o céu e o mar ou apenas num olhar.
Quem pode afirmar onde Deus está?
Luiza Drubi
Educadora e Poetisa
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