Sonhos mortos
Esgueiram-se nas sombras
Meus volúveis e velhos amores
Esperam-me na próxima curva
Fantasmagóricas figuras exiladas de mim
Espia-me entre nuvens cinzentas
O olhar vermelho do sol
Escorregando pela garganta da noite
E sua gargalhada faz-me tremer a alma inquieta
Espreita-me meu próprio espectro
Exausto pela luta sem fim contra o destino
Arrasta-se acompanhando sonhos mortos
Sonhos meus
Sepultados no deserto de minha alma
Não me falem de sonhos
Nunca mais.
Luiza Drubi
Educadora e Poetisa
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