quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

MILAGRE DO NATAL



Há 100 anos algo milagroso aconteceu na noite de Natal ao longo da Frente Ocidental. Depois de meses de luta amarga, os soldados de ambos os lados se reuniram em terra de ninguém em um show espontâneo de paz e boa vontade. Eis o que aconteceu naquele dia histórico – e por que ele marcou o fim de uma era.
Em dezembro de 1914, a guerra estava entrando em uma nova fase: um cerco prolongado acontecia em trincheiras estáticas ao longo de uma frente de 750 km. Durante os quatro meses anteriores, os soldados estavam morrendo em um ritmo terrível, e não havia um fim para a guerra à vista. Mas, durante o Natal, as coisas de repente ficaram calmas, pelo menos por um tempo.
Na noite antes do Natal, um capitão britânico servindo na Rue du Bois ouviu um sotaque estrangeiro do outro lado do fosso, dizendo: “Não atire depois da meia noite e nós também não o faremos” e, em seguida: “Se você for inglês, saia e converse com a gente, nós não vamos disparar”. E quando eles se encontraram, os militares trocaram saudações de Natal da melhor forma que podiam. Eles começaram a dar presentes uns aos outros sob a forma de lembranças, cigarros e alimentos como carne, vinho, conhaque, pão preto, biscoitos, presunto e até mesmo de barris de cerveja. Eles mostraram fotografias da família e entes queridos que estavam em casa. Alguns soldados até começaram a jogar futebol com bolas improvisadas.
Notavelmente, cenas semelhantes ocorreram em dezenas de pontos distintos desde o Mar do Norte até a fronteira com a Suíça.
O início da Primeira Guerra Mundial marcou o verdadeiro início de uma nova era, mas foi a Trégua de Natal de 1914 que puxou a cortina final sobre a que estava morrendo. 
 
Fonte: Internet

Colaboração: Luiza Drubi

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