Uma árvore habitada por morcegos na pequena aldeia de Meliandou, na Guiné, pode ter sido a fonte do surto de ebola que matou pelo menos 7.600 pessoas em 2014.
Em um novo estudo, pesquisadores descobriram que milhares de morcegos de cauda livre (Mops condylurus) vivem na árvore, e um garoto de 2 anos de idade chamado Emile Ouamouno pode ter contraído a doença brincando lá. Estes morcegos são como um reservatório do vírus, dizem os pesquisadores. Emile, que morreu em dezembro de 2013, foi o “paciente zero”, a primeira pessoa conhecida por ter contraído ebola no surto atual da doença.
Também é possível contrair ebola comendo a carne mal cozida de morcegos ou por entrar em contacto com fluidos corporais infectados do animal, e moradores de Meliandou rotineiramente caçam morcegos para comer.
Morcegos desempenham um papel importante no ecossistema da região: os frugívoros polinizam flores e espalham sementes, e os insetívoros comem mosquitos e ajudam a prevenir a propagação da malária.
“Nós temos que aprender a conviver com esses animais como convivemos com a raiva em morcegos na Alemanha e na Europa”, explica ele. “Não é uma solução começar a matar os morcegos e afugentar as colônias”.
Fonte: HypeScience
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