quarta-feira, 22 de outubro de 2014

CÂNCER DE MAMA


Mamografia pelo SUS só alcança 32% das mulheres e acesso é desigual no País


Conseguir o diagnóstico de um câncer de mama pode ser considerado uma verdadeira saga.  É difícil conseguir fazer a mamografia e mais difícil ainda é fazer a biopsia para de fato diagnosticar o câncer de mama. Levantamento mostrou que a taxa de cobertura de mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) entre a população alvo é baixa: 32% das mulheres com 50-59 anos; 25% das com 60-69 anos. Entre as que acharam alguma anormalidade no exame, apenas 27% das mulheres entre 50 e 59 anos e 63% das mulheres entre 60 e 69 anos foram submetidas à biópsia.
“O que vimos no levantamento é que há muita demora e por isso, muitas vezes, ocorre o agravamento da doença durante a espera. A falta de acesso leva a  uma maior letalidade”, explica Gulnar Azevedo e Silva, do Instituto de Medicina Social, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A médica coordenou o levantamento feito com dados do Sistema Único de Saúde de 2010. Vale destacar que 80% da população brasileira usa o sistema público de saúde apenas.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a recomendação é fazer rastreamento assintomático só depois dos 50 anos e de dois em dois anos. Mas é a faixa etária de 40-49 anos, não preconizada para o rastreamento mamográfico, há uma abrangência um pouco mais ampla que a de 60-69 anos (25%). A faixa etária entre 50-59 anos a abrangência é de 32,2%. De acordo com a pesquisa, 46% do total de mamografias realizadas em 2010 foram feitas em mulheres com menos de 50 anos. 
“Os médicos têm dificuldade de aceitar esta recomendação e pedem antes dos 40 anos de ano em ano, mesmo para nos casos não assintomáticos e não identificados no exame de toque. O problema é que isto acaba diagnosticando muitos falsos positivos, muita coisa que não precisa de intervenção e que não precisaria de biópsia”, disse Gulnar. 

Os dados do Ministério da Saúde indicam um registro de apenas 7.157 casos até julho de 2014. Turbay ressalta que este número está muito abaixo dos 576 mil novos casos de câncer no Brasil para esse ano, de acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA). “Isso dá 1,25% dos pacientes oncológicos do Brasil estariam registrados no SISCAN”, disse
Fonte: ig.com-br
Colaboração: Eunice Costa

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