Papel da dieta na prevenção de pedras nos rins
Tem sido sugerido que hábitos dietéticos e estilo de vida inapropriados promovem a formação das pedras nos rins. 10-15% das pessoas irão ter pedras renais no decorrer da vida, muitas destas irão ter uma recorrência. 80% das pedras são formadas de cálcio e 80% destas são a base de oxalato de cálcio. Fatores dietéticos específicos podem alterar a composição urinária e afetar o processo da formação das pedras. Os promotores da formação das pedras são o oxalato, cálcio, purinas, sódia e ácido ascórbico, enquanto o consumo de água e de citrato inibem a formação de pedras a base de cálcio através dos seus efeitos na composição urinária.
O componente dietético medido mais importante para prevenir a formação de pedra renal a base de cálcio é aumentar o volume urinário. O consumo de água para produzir um volume urinário consistente é de pelo menos 2L/dia, para prevenir assim a recorrência. O tipo de líquido parece interferir: em estudos epidemiológicos, o café e a cerveja tiveram um efeito protetor, enquanto o suco de grapefruit aumentou o risco de formação. A parte mais importante dessas bebidas é a água e, portanto, líquidos como a água, chá de frutas e suco de polpa, os quais diluem a urina sem afetarem a sua composição, deve ser mantidos.
Apesar de existir uma relação direta entre o cálcio e a formação de pedras, não é encorajado uma dieta pobre em cálcio, pois pode afetar a saúde óssea. O consumo de alimentos ricos em oxalato devem ser evitados, assim como o consumo de vitamina C não deve ultrapassar 1g/dia. Restrição de sódio (2g/dia) também deve ocorrer já que este aumenta a excreção urinária de cálcio. Além disso, o consumo de proteína animal deve ser reduzido devido ao alto teor de purinas, no máximo 80g/dia.
Referências
FINCH, W.J.G. et al. Role of diet in the prevention of common kidney stones, Trends in Urology Gynaecology & Sexual Health, 2007
Fonte: A Tarde
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