Escuto-me
Escuto-me assim cansada
nesse meu inóspito coração,
na canção descompassada,
na noite mal iluminada
de meu sonho sem sossego.
Escuto-me na saudade
de dias em serenata,
de passos leves na calçada,
de sons perdidos na distância
ou na alegria de um reencontro.
Mas morrem as saudades;
de tão gastas esfacelam-se.
E quando se repetem,
agito-me, rendo-me
à sua doce impiedade
Escuto-me quieta, em sossego,
nesse meu inóspito coração,
na canção descompassada,
na noite mal iluminada
de meu sonho sem sossego.
Escuto-me na saudade
de dias em serenata,
de passos leves na calçada,
de sons perdidos na distância
ou na alegria de um reencontro.
Mas morrem as saudades;
de tão gastas esfacelam-se.
E quando se repetem,
agito-me, rendo-me
à sua doce impiedade
Escuto-me quieta, em sossego,
estranhamente quieta,
como se a lua só tivesse uma face,
como se a lua só tivesse uma fase,
e só a escuridão pernoitasse no meio.
como se a lua só tivesse uma face,
como se a lua só tivesse uma fase,
e só a escuridão pernoitasse no meio.
Luiza Drubi
Educadora e Poetisa
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