Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino.
Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca
vi coisa assim! Coisa também não tem tamanho.
Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira um
monte de coisas...
Mas a "coisa" tem história mesmo é na MPB.
No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, a
coisa estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré:
Prepare seu coração pras "coisas" que eu vou contar..., e A Banda, de
Chico Buarque: pra ver a banda passar, cantando "coisas" de amor...
Naquele ano do festival, no entanto, a coisa estava preta (ou melhor,
verde-oliva).
E a turma da Jovem Guarda não estava nem aí com as
coisas:"coisa" linda, "coisa" que eu adoro!
Para Maria Bethânia, cantando Gonzaguinha, o diminutivo
de coisa é uma questão de quantidade afinal, são tantas "coisinhas"
miúdas. E esse papo já tá qualquer "coisa". Já qualquer
"coisa" doida dentro mexe...Essa coisa doida é um trecho da música
"Qualquer Coisa", de Caetano, que também canta: alguma
"coisa" está fora da ordem! e o famoso hino a São Paulo: "alguma
coisa acontece no meu coração"!
Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no
devido lugar.
Uma coisa de cada vez, é claro, afinal, uma coisa é uma
coisa; outra coisa é outra coisa.
E tal e coisa, e coisa e tal.
Um cara cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de
não-me-toques.
Já uma cara cheio das coisas, vive dando risada. Gente
fina é outra coisa.
Extraído da Internet
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