O Brasil tem um submundo do cibercrime extremamente ativo e talentoso – verdadeiras gangues do crime organizado estão cada vez mais de olho em usuários do boleto bancário online. Isso geralmente é feito através de um malware que fica na espera até que o usuário do PC invadido visite o site do seu banco e preencha as informações da conta para o destinatário de uma transação de boleto. Nesse caso, a vítima involuntária submete a transferência para o pagamento e o malware modifica o pedido substituindo o número da conta de quem deveria receber pelo número da conta dos bandidos.
Uma recente descoberta feita por pesquisadores da RSA, uma gigante especializada em segurança, expõe um esquema ainda mais lucrativo e ambicioso relativo aos boletos. Segundo os investigadores, a operação “Bolware” afeta mais de 30 bancos diferentes no Brasil e pode ser responsável por até cerca de 10 milhões de reais em prejuízos. A RSA chegou a esta estimativa baseada na descoberta de um painel de controle que acompanhou quase meio milhão de transações fraudulentas.
Os pesquisadores da RSA sugerem que brasileiros que desejam realizar transações em boletos online devem considerar o uso de um dispositivo móvel para gerenciar essas transações, pois o malware dos ladrões de boleto atualmente não é capaz de alterar os dados armazenados no código de barras de cada boleto sequestrado – pelo menos por enquanto.
Como o malware não altera o código de barras, a medida mais segura é usar os aplicativos do seu banco em smartphones para ler o código de barras e efetuar pagamentos, pois, também por enquanto, esses dispositivos são imunes a este malware.
Quem poderá nos ajudar: Se vc não tem um especialista no assunto para consultar, converse com seu gerente.
Fonte: HypeScience
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