sexta-feira, 18 de julho de 2014

FELICIDADE


 Drummond me acorda rápido e sussurra: - Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade! - Levanto rápido, quinze minutos antes do despertador... Dou um sorriso pretensioso (...) “Quantas vezes a gente, em busca da ventura, procede tal e qual o avozinho infeliz: em vão, por toda parte, os óculos procura tendo-os na ponta do nariz” – Lembrei do Quintana. É que hoje tenho todos os poetas em mim. Hoje sou o poeta do mundo. Sem poema, só poesia... Sem rima ou métrica, só no sentido! 
Shakespeare me vem no banho e diz: 
- As ideias das pessoas são pedaços da sua felicidade.
- Sim Shake... E apenas nestes momentos recomendaria confundir displicentemente a parte com o todo, concorda?
- Jordan, a felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.
 A recordação da felicidade já não é felicidade; a recordação da dor ainda é dor... Por isso, vamos abrir as janelas, limpar os entulhos do quarto, tirar de perto de nós os objetos, livros, discos e fotos que não nos pertencem e passar um anti-vírus potente em nossa alma. Não deixar os zumbis mal amados e vívidos na melancolia do passado tomarem nosso corpo e fluido vital! 
 Não há uma estrada real para a felicidade, mas sim caminhos diferentes. Há quem seja feliz sem coisa nenhuma, enquanto outros são infelizes possuindo tudo. É muito relativo e íntimo. É uma estação do ano... Em nós.
Acredito apenas que o amor é a primeira condição da felicidade do homem.
E isso tem a ver com admiração profunda. Autoadmiração.
Então, você pode receber isso de alguém ou encontrar o seu próprio.
O que posso com certeza dizer é que se você está triste de verdade agora, não vai adiantar nada o que te disserem. Apenas é esperar passar, não tomar nada... A não uns floraizinhos... 
Finalizo então lembrando mais uma vez de Drummond. Ele dizia que existem duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons. Então eu me embalo de “sonho de valsa”, meio – amargo, e danço um lindo tango com a luz e a sombra... E assim , feliz, sou a caixa de bombom da hora! Sejamos. Nhac... nhac...
 

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- Kant "Quem não sabe o que busca,  não identifica o que acha." Colaboração: Itazir  de  Freitas