Professor da Unicamp diz que reservatórios de SP secarão caso consumo e estiagem permaneçam como estão atualmente
Enquanto a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mantém o discurso de que o volume de água atual dos sistemas Cantareira e Alto Tietê é suficiente para durar até março e de que as chuvas a partir de outubro normalizarão os dois reservatórios, especialistas alertam para uma realidade bem menos otimista. Chefe do Departamento de Recursos Hídricos da Universidade de Campinas (Unicamp), Antônio Carlos Zuffo calcula em no máximo 100 o número de dias em que as 30 milhões de pessoas dependentes dos sistemas se verão completamente sem abastecimento caso medidas concretas não sejam tomadas para mudar a situação atual.
O cenário em que encontramos é cada vez pior, porque as medidas deveriam ter sido tomadas em janeiro, no máximo em fevereiro, mas nada de fato foi feito. E estamos alertando para a seca desde o ano passado", explica Zuffo em entrevista ao iG. "O governo precisa assumir que a crise é extremamente grave e decretar o racionamento o quanto antes para garantir que cheguemos ao período chuvoso ainda com água. Sem o Alto Tietê e o Cantareira, São Paulo literalmente para."
"Historicamente, as chuvas podem atrasar, podem começar só em dezembro em vez de em outubro. E, se elas atrasarem uma semana, teremos dois reservatórios sem água nenhuma", alerta Zuffo.
fonte. ig.com.br
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