Emocionante o comportamento dos argelinos na derrota para os alemães e consequente eliminação da Copa do Mundo no Brasil. Mesmos limitados tecnicamente, não deram um pontapé nem praticaram o anti-jogo.
Conseguiu sustentar o 0 a 0 no tempo normal sofrendo enorme pressão mas, conseguindo criar raras oportunidades de gol. O goleiro argelino estava inspirado e, mesmo derrotado, foi eleito o melhor jogador em campo.
Na prorrogação prevaleceu o melhor condicionamento físico e a técnica da seleção alemã. Taticamente também soube jogar, principalmente, por sair ganhando de 2 a 0 logo aos dois minutos.
A Argélia desperdiçou alguns contra-ataques justamente por falta de “pernas” no momento de concluir as jogadas mas, mesmo assim, conseguiu fazer o gol que seria de honra. Ainda teve a oportunidade de empatar mas a péssima condição física impediu.
Agora, teremos Alemanha x França na fase quartas-de-final em pleno Maracanã. Jogo digno das tradições do estádio carioca. Fisicamente os franceses não foram tão exigidos contra a Nigéria, quando venceram por 2 a 0 no tempo regulamentar.
A Copa do Mundo do Brasil apresenta duas boas inovações dentro do campo de jogo.
O recurso eletrônico para confirmar se a bola ultrapassou totalmente a linha do gol ou não e o spray para marcar onde a bola deve ser colocada e a distância da barreira nas cobranças de faltas, também está servindo de alerta para que a FIFA inove.
A Copa acontece num período em que os jogadores estão encerrando temporada extenuante. Alguns, fisicamente e clinicamente se apresentam bem abaixo das condições ideais para jogarem 90 minutos, Imaginem 120 minutos em condições climáticas nada favoráveis para o futebol. Portanto, porque não pensar em acabar com a prorrogação ou então, criar regras específicas de substituições no tempo extra, permitindo que as equipes utilizem mais jogadores.
Se o futebol é classificado como um esporte saudável, não fica nada bem a imagem de atletas se contorcendo de dores ou não conseguindo executar os movimentos que raciocina.
Será que é possível o conservador International Board pensar com carinho nisso?
Para quem viu o trabalho do nosso trio brasileiro trabalhando nos dois jogos anteriores, tenho certeza que não gostou do que apresentaram no jogo Alemanha x Argélia, exceto o assistente Marcelo Van Gasse que foi perfeito.
Se não tem coragem de apitar ou recebe ordem para não marcar, porque ficar fazendo discurso? Aliás, vou fazer um bolão para ver quem vai apitar um pênalti de agarrão. É uma vergonha!
Blog do Godoi
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