terça-feira, 6 de maio de 2014

TRIBUTOS



Impostos: um fardo pesado demais

Brasil é favorito para conquistar mais uma Copa do Mundo no futebol. E, ironicamente, continua imbatível e absoluto em outro campeonato nada agradável, no bolso de 200 milhões de brasileiros. Somos, deploravelmente, ainda, campeões em número, gênero e grau de tributação.
Nesse sentido de menos imposto, o caminho passa pela ampliação efetiva da participação da sociedade em geral, na discussão dos principais problemas nacionais. Nas democracias mais avançadas, a população tem voz ativa e poder de decisão. Ela se manifesta por intermédio de plebiscitos ou referendos.
Há muito defendo postura semelhante em nosso País. No caso da carga tributária, é preciso esclarecimentos e campanhas pela conscientização da sociedade sobre o peso dos impostos e pela transparência na arrecadação dos tributos e utilização dos recursos.
O fardo que o brasileiro carrega é pesado demais. É preciso chamar, cada vez mais, a atenção da opinião pública sobre o peso dos impostos, pagos direta ou indiretamente, no consumo de produtos e serviços. É preciso ainda estimular a população a exigir melhores serviços públicos e maior transparência. Em 2009, foram necessários 148 dias de trabalho para pagar tributos nos âmbitos municipal, estadual e federal. A maioria da população, no entanto, desconhece o quanto a carga tributária brasileira é deletéria e, exatamente, o quanto paga de impostos. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que as pessoas que recebem até dois salários mínimos gastam a metade (aproximadamente 54%) do seu salário somente para pagar impostos embutidos.  A reforma administrativa atrelada à reforma tributária. Reduzir o número de empregos públicos e sanear as despesas governamentais em todas as áreas. É uma luta contra o relógio. Não podemos perder mais tempo, se quisermos realmente ingressar no seleto clube de economias globais saudáveis.

Crônica de Anderson França (trechos)

Fonte: Internet

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- Kant "Quem não sabe o que busca,  não identifica o que acha." Colaboração: Itazir  de  Freitas