segunda-feira, 28 de abril de 2014

ENTRETENIMENTO


E no meio da madrugada o telefone toca. Nosso amigo levanta-se e atende:
- Alô, seu Carlos? Aqui é Arnaldo, seu caseiro do sítio.
- Pois não seu Arnaldo. Que posso fazer pelo senhor? Houve algum problema?
- Ah, eu só estou ligando para avisar pro sinhô que o seu papagaio morreu.
- Meu papagaio? Morreu? Aquele que ganhou o concurso?
- É, ele mesmo!
- Poxa! Que desgraça! Gastei uma pequena fortuna com aquele bicho! Mas, ele morreu de que?
- De comer carne estragada.
- Carne estragada! Quem fez essa maldade? Quem deu carne para ele?
- Ninguém. Ele comeu de um dos cavalos mortos.
- Cavalo morto! Que cavalo morto, seu Arnaldo?
- Aquele puro-sangues que o senhor tinha! Eles morreram de tanto  puxar carroça de água!
- Tá louco? Que carroça de água?
- Para pagar o incêndio!
- Mas que incêndio, meu Deus?
- Na sua casa! Uma vela caiu, aí pegou fogo na cortina!
- Caramba, mas aí tem luz elétrica!!! Que vela é essa?
- Do velório!
- Que velório???
Da sua mãe! Ela apareceu aqui sem avisar e eu dei um tiro pensando  que era um ladão!

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- Kant "Quem não sabe o que busca,  não identifica o que acha." Colaboração: Itazir  de  Freitas