Se você nunca doou sangue, o australiano James Harrison certamente irá te inspirar. Ao longo de meio século de doações, estima-se que ele já tenha salvado a vida de mais de 2,4 milhões de bebês.
Harrison ficou conhecido como o “homem do braço de ouro”, já que em suas veias corre um tipo de sangue raro e precioso para a medicina, de fator RhD-negativo. Utilizando o plasma de Harrison, cientistas australianos puderam fabricar uma vacina que é aplicada em grávidas ou recém-nascidos, para evitar que os bebês sofram a doença de Rhesus.
A doença de Rhesus (também chamada de eritroblastose fetal, doença hemolítica por incompatibilidade do Rh ou doença hemolítica do recém-nascido) ocorre quando o sangue de um feto sofre hemólise, ou seja, é aglutinado pelos anticorpos do sangue da mãe.
Isso pode acontecer quando o sangue da mãe é Rh-, e o do bebê é Rh+. Depois que a mãe tem contato com sangue Rh+ (transfusão de sangue ou após ter tido um primeiro filho com sangue Rh+), cria anticorpos que passam a atacar o sangue Rh- do bebê.
No passado, a doença de Rhesus era responsável pela morte de mães e fetos, além de causar problemas de saúde a longo prazo, como danos cerebrais. A situação era tratada com a transfusão do sangue do bebê logo após seu nascimento.
O sangue de Harrison produz um anticorpo que permitiu o desenvolvimento da vacina anti-D, que permite que mulheres com sangue Rh- tenham filhos saudáveis. O próprio neto de Harrison foi um dos bebês salvos pelo sangue mágico.
As mães têm muito a agradecer ao doador de sangue. Em 1965, 96 bebês australianos morreram vítimas da doença de Rhesus. Dez anos depois, o número anual de mortes diminuiu para 34, graças à vacina.
Fonte: Internet
Colaboração: Luiza Drubi
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