EXEMPLO
No grande salão, repleto por numerosa assistência, o orador se estendia em conceitos evangélicos.
Exaltou a caridade e se referiu à resignação, mostrando as excelências do amor ao próximo e evidenciando a sublimidade da fraternidade pura.
Ressaltou o perdão incondicional e alinhou os resultados da compreensão mútua, comentando a infelicidade do ataque cardíaco e provando os benefícios da paciência.
Censurou a vingança.
Verberou o rancor.
Exaltou a tolerância.
Quando, porém, após o encerramento da reunião sob enormes aplausos, o orador se dirigia a seu automóvel, entre despedidas afetuosas, observou que a antena do rádio fora danificada.
Explodiu em fúria.
Exigiu informações.
Falou na presença da polícia.
E, batendo fortemente a porta do carro, arrancou-se com violência, resmungando ainda que o autor do prejuízo pagar-lhe-ia bem caro.
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Exemplifiquemos aquilo que apregoamos.
Quase sempre, a grande surpresa dos expositores do Evangelho, quando chegam ao mundo espiritual, é exatamente constatar que, durante a existência terrestre, falaram e ensinaram bastante, contudo, fizeram muito pouco.
FONTE: NOVAS HISTÓRIAS, Antônio Baduy Filho pelos Espíritos Hilário Silva e Valérium, pg. 17.
Colaboração: Wilson Mattos
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